Pesquisa: Ferramenta Gráfica
quinta-feira, 26th agosto, 2010Você pode votar em até 2 opções.
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Segunda parte da série Iniciando em Análise Técnica: Psicologia do Mercado, Ferramentas da Análise Técnica, Linhas de Tendência.
Periodicamente serão colocados no Blog vídeo sobre os conceitos da Análise Técnica.
No seu livro de 1963, Granville’s New Key to Stock Market Profits, Joseph E. Granville (August 20, 1923) apresentou o indicador On Balance Volume (OBV) , sendo um dos primeiros indicadores baseados em Volume (quantidade de ações negociadas). A grande utilidade desse indicador é apontar divergências de alta e de baixa e sinalizar as movimentações dos compradores/vendedores nas acumulações.
Joe Granville ficou famoso pelas suas previsões acuradas durante a década de 70 e seu apogeu aconteceu no início da década de 80 (o seu boletim semanal chegou a conquistar mais de 20 mil assinantes pagos), sua influência era tão grande que após Granville mudar a recomendação de 100% Vendido para 100% Comprado em 21 de Abril de 1980, no dia seguinte houve uma corrida compradora que elevou o Dow Jones Industrial Average em mais de 4% .
Suas indicações não eram para dias ou semanas, mas para meses e até anos. A partir de 1982 Granville ficou muito pessimista com o mercado e recomendou por mais de um ano posições vendidas, lutando com a forte tendência de alta que fez o Dow Jones dobrar de valor ao longo do período.
Basicament Joe Granville cometeu dois pecados capitais no mercado:
Apesar disso, não podemos deixar de reconhecer as contribuições de Granville para a Análise Técnica, servindo também para nunca nos esquecermos das duas regras acima.
A Teoria das Ondas foi proposta entre as décadas de 20 e 30 do século XX por um contador aposentado chamado Ralph Nelson Elliott (1871 – 1948). Ele percebeu que o comportamento do mercado de ações não é caótico, mas sim com movimentos cíclicos e repetitivos subdivididos em Ondas. Segundo Elliot, esses padrões refletem o comportamento emocional dos investidores.
Assim como na Teoria de Dow, a Teoria de Elliott também parte do princípio que os preços se movimentam em tendências e a história se repete. Entretanto, Elliott identificou uma natureza fractal nos movimentos dos preços das ações e sinalizou que seria possível fazer projeções de amplitude e direção dos movimentos futuros.
Segundo Elliot, o preço pode formar 2 movimentos distintos
A chamada onda de impulso possui 5 movimentos distintos, 3 a favor da tendência (I , III e V) e 2 contra a tendência (II e IV).
As ondas I, III e V também são de impulso e, portanto, possuem 5 ondas. Por outro lado, a onda de correção é composta por 3 sub-ondas (A-B-C). A partir disso temos um ciclo completo de 8 ondas.

Inicialmente Elliot fazia as projeções das amplitudes das tendência a partir de canais de alta e de baixa. Quem chamou a atenção de Elliot para as relações do preço com Fibonacci foi Charles J.Collins:
Os trabalhos de Elliott ficaram esquecidos durante décadas e só no final da década de 70 um ex-analista da Merrill Lynch chamado Robert Prechter Jr. fez uma releitura dessa teoria. Pretchter é reconhecido como um especialista em Ondas de Elliot, sendo co-autor do livro “Elliott Wave Principle: Key to Market Behavior” (A. J. Frost, Robert R. Prechter Jr., and Charles J. Collins).
A versão original do Keltner Channels foi descrita por Chester W. Keltner em 1960 no seu livro “How to Make Money in Commodities”. Na época Keltner utilizava uma média simples de dez períodos do typical price ( high + low + close ) / 3 em conjunto com um par de linhas acima e abaixo desta média. A largura da linha do canal era definida a partir de uma média simples de 10 períodos da diferença da Máxima – Mínina da barra (amplitude).
A escolha dessa forma de cálculo foi devido a não existência de recursos computacionais na época. Com o tempo, sistemas como Bollinger Bands foram desenvolvidos e ganharam notoriedade graças a popularização dos PC´s. Finalmente na década de 80, Linda Raschke apresentou uma nova versão do Keltner Channels baseada numa Média Exponencial e no Average True Range de Wilder (em posts anteriores foi explicado a filosofia do ATR).
Na versão de Raschke o Keltner Channels é constituído de uma linha central (geralmente uma Média Exponential de 20 períodos), uma banda superior e uma banda inferior. A distância das bandas à linha central é definida com a multiplicação de um coeficiente (o default é 2) ao ATR (geralmente de 20 ou 10 períodos).
Essa versão moderna de Keltner é a utilizada no Blog mas com a calibragem reduzida no coeficiente para termos o efeito de estreitamento.
Esse é o primeiro artigo dos muitos que serão publicados aos finais de semana contando um pouco da História da Análise Técnica.
A Análise Técnica da forma que conhecemos teve suas origens nas conjecturas de Charles Henry Dow (1851 –1902) que em parceira com Edward Jones e Charles Bergstresser fundou a Dow Jones & Company, editora do The Wall Street Journal.
Para monitorar os movimentos da ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE), em 1896, Charles Dow criou o índice Dow Jones Industrial Average que era uma média das 12 empresas que ele considerava as mais relevantes do mercado americano (a partir de 1928 o índice passou a ser composto por 30 empresas). Além desse índice, Dow também criou um “average” para o setor de ferrovias que mais tarde se transformou no Dow Jones Transports Average.
Com a fundação do The Wall Street Journal, Charles Dow periodicamente escrevia editoriais sobre as características do mercado de ações e as formas de entender e analisar o comportamento dos preços . Após a a morte de Dow, Willian Peter Hamilton o sucedeu como editor do WSJ e compilou essa série de editorias no livro “The Stock Market Barometer“. Entretanto, esses princípios só começaram a ser conhecidos com o nome de Teoria de Dow a partir do livro ” The Dow Theory” escrito por Robert Rhea na década de 30.
Dow assumiu que nos seus dois índices todas as informações já conhecidas pelos investidores já estavam descontadas (o preço desconta tudo) e que o movimento do mercado trabalhava em 3 tempos gráficos distinto Primary Trend, Secondary Trend e Minor Trend, no Brasil conhecida como tendência Terciária.
O interessante da Teoria de Dow é que a sua essência não é o que usamos no Brasil. Na verdade, Dow, Hamilton e Rhea acreditavam que os movimentos de altas e de baixas só eram confirmados quando os dois “averages” - Industrial e Transportes – estavam na mesma direção. Vejam algumas frases deles (não traduzi p/ não perdermos os sentimentos dos autores).
William Peter Hamilton – “The movement of both the railroad and industrial stock averages should always be considered together. The movement of one price average must be confirmed by the other before reliable inferences may be drawn. Conclusions based upon the movement of one average, unconfirmed by the other, are almost certain to prove misleading.”
William Peter Hamilton – “ … it may be said that a new high or a new low by one of the averages unconfirmed by the other has been invariably deceptive. New high or low points for both have preceded every major movement since the averages were established …”
William Peter Hamilton – “The two averages may vary in strength, but they will not vary materially in direction especially in a major movement. Throughout all the years in which both averages have been kept, this rule has proved entirely dependable. It is not only true in the major swings of the market, but it is approximately true of the secondary actions and rallies. It would not be true of the daily fluctuations, and it might be utterly misleading so far as individual stocks are concerned.”
Robert Rhea –“The most useful part of the Dow theory, and the part that must never be forgotten for even a day, is the fact that no price movement is worthy of consideration unless the movement is confirmed by both averages.”
Robert Rhea – “The Dow theory deals exclusively with the movement of the railroad and industrial stock averages, and any other method would not be Dow’s theory as expounded by Hamilton.”
Robert Rhea –“A wise man lets the market alone when the averages disagree.”
Robert Rhea – “When the averages disagree they are shouting ‘be careful’.”
Para eles, os demais conceitos da Teoria de Dow eram apenas suplementos do princípio Básico das “Averages”.
Na Análise técnica há 4 tipos de indicadores:
Os osciladores também são conhecidos como contra tendência por sinalizarem divergências com o preço, com alguns destes possuindo zonas de sobrecompra/sobrevenda. Essa classe de indicadores é muito utilizada em sistemas onde o ativo apresenta tendências curtas, conseguindo entrar na operação logo no início do novo movimento.
A melhor Calibração
A escolha do período do indicador depende basicamente de 2 coisas:
Na literatura encontramos mais discussões sobre o período baseado no ativo que está sendo estudado, mas também é importante ponderar sobre o objetivo do Trader. Se este deseja apenas aproveitar um movimento curto dentro de um maior que poderá se formar (lembre-se: nunca sabemos se a próxima tendência será curta ou longa), ele trabalhará com períodos curtos para o oscilador.

No gráfico diário de VALE5 temos o mesmo oscilador mas com períodos diferentes. A mudança de 14 períodos para 5 fez o IFR tocar com maior frequencia sua Zona de SobreCompra/SobreVenda, se o trader deseja apenas pegar os swings curtos, a estratégia com período menor é mais adequada. Já se o objetivo é operar movimentos mais amplos, um período maior para o indicador será mais aderente.